segunda-feira, 4 de abril de 2011

O poder e os riscos dos suplementos

Apesar da venda liberada, é um erro consumir suplementos sem informação


Café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, ceia, sempre de três em três horas, em porções pequenas, balanceadas e, de preferência, com baixo teor de gordura. Comer, hoje em dia, é uma contagem calórica. E as belas das revistas de fofoca, que aparecem em trajes sumários e felizes como alguém que acabou de devorar um delicioso jantar, só conseguem corpos esculpidos com muita disciplina em relação aos exercícios e à alimentação.

— Para ter um efeito de crescimento muscular, perda de percentual de gordura e melhoria da saúde, é preciso unir ao treinamento uma boa dieta nutricional. Não existe resultado sem adequação alimentar — garante o educador físico Marco Paulo de Paoli.
Entretanto, nem sempre é possível manter uma alimentação saudável comendo pouco. Por força de dietas hipocalóricas, ou seja, com baixo teor de gordura, muitas mulheres não conseguem ingerir a quantidade correta de nutrientes para garantir o sucesso do treino. Para que isso aconteça, é preciso se valer dos suplementos alimentares.

— Os suplementos são considerados ajudas ergogênicas: podem dar força, aumentar o rendimento e melhorar a recuperação — explica o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky.

Para cada objetivo e para cada paciente, há um mix de suplementos mais indicado. De acordo com o nutricionista Vinícius Alencar, fatores externos também têm de ser levados em conta:

— Até mesmo o horário em que a pessoa pratica o exercício é importante. Dentro da nutrição, suplementação não é algo fixo. Temos que pensar na individualidade de cada um.

É por isso que, apesar da venda liberada, é um erro o consumo sem informação. O que ajudou a amiga a secar a barriguinha pode trazer um efeito maléfico em você, ou vice-versa.

— Antes da prescrição, há uma análise dos fatores genéticos do paciente, com histórico familiar e análise de exames bioquímicos. Levo em consideração também o tipo de exercício e o que a paciente espera — explica Vinícius.

Há três objetivos principais buscados pelas mulheres: no emagrecimento, há a perda de peso na balança, podendo ser de gordura e massa magra. Na definição dos músculos, a massa magra é mantida ou levemente aumentada e na hipertrofia, há aumento da massa magra.

— Os benefícios que a suplementação vai trazer dependem da qualidade do exercício. Em todos os objetivos, é possível se valer de suplementos, mas o tripé sempre tem de ser a alimentação, o treino e o descanso que o músculo terá para se recuperar — detalha Werutsky.

NA PRATELEIRA

O ambiente das lojas especializadas em suplementos alimentares era, há pouco tempo, dominado pelos homens. Porém, elas já rivalizam com eles em número de compradores. E, de acordo com os especialistas no mercado, gastam bem mais e têm mais certeza do que deve ser consumido. A nutricionista Priscilla Marcondelli avaliou quais os riscos do uso indiscriminado das substância mais procuradas.

Colágeno
Indicado para mulheres que estão em processo de emagrecimento, pois aumenta a elasticidade da pele e impede a flacidez derivada da diminuição de tecido adiposo. Dentro do corpo, o colágeno se torna proteína que, em excesso, pode acarretar uma sobrecarga do rim.

Whey Protein
É a proteína do soro do leite, que contém alto teor de aminoácidos essenciais. Indicada para quem pretende ter ganho de massa muscular magra, pois são esses aminoácidos que vão acelerar o processo de recuperação dos músculos, fazendo-os crescer. Os riscos são o de sobrecarga do rim, porque ele causa um aumento da produção de ureia e creatinina.

BCAA
Sigla para "branched-chain amino acids", o BCAA é composto por aminoácidos de cadeia ramificada que não são produzidos pelo corpo e, por isso, devem ser ingeridos por meio da alimentação ou de suplementos. São indicados para evitar a perda de massa muscular magra e melhorar a recuperação dos músculos após o exercício. Como são os formadores das proteínas, os aminoácidos em excesso podem prejudicar o funcionamento dos rins.

Maltodextrina
Carboidrato de cadeira ramificada usado como repositor energético, ajudando a aumentar o desempenho do atleta, além de garantir uma recuperação muscular mais rápida e auxiliar a hipertrofia. É mais indicada para o uso antes e durante o exercício. Os carboidratos tem alto índice glicêmico. Por isso, em paciente com tendência a desenvolver diabetes, o uso sem orientação da maltodextrina pode acelerar esse processo.

Dextrose
Carboidrato com as funções da maldextrina, mas de cadeia simples, o que o faz ser indicado para uso após o treino, pois sua absorção é mais rápida pelo organismo. Os mesmos riscos trazidos pelo consumo exagerado de maltodextrina podem ocorrer com a dextrose.

Termogênicos
Esses produtos são indicados para quem está em um processo de emagrecimento, pois eles aceleram o metabolismo, transformando o excesso de gordura em potencial energético. Os efeitos perigosos dos termogênicos são variáveis para cada pessoa, já que eles aceleram o metabolismo. Em muitos casos, causam taquicardia, podendo trazer riscos durante o treino.

NA ACADEMIA

Os paralelos do corpo perfeito são alimentação e treino. O educador físico Breno Martins explica quais são os exercícios mais indicados para cada um dos principais objetivos das mulheres, mas lembra: sem a orientação e acompanhamento de nutricionistas e educadores físicos, todo o esforço pode ser em vão.

Emagrecimento
Não há como fugir dos exercícios aeróbicos. Entretanto, os mais indicados são aqueles de grande impacto e pequena duração, como spinning. Os de longa duração fazem com que a mulher demore para recomeçar os exercícios. Assim, o corpo, em vez de queimar gordura, interpreta que o momento do treino é um risco, e a retém. Por isso, para aquelas que procuram emagrecer, aeróbica tem de ser feita todos os dias.

Definição
Uma mistura entre exercícios aeróbicos e musculação é o mais indicado para as mulheres que já estão no peso ideal e querem moldar o corpo. Nesse caso, a aeróbica é reduzida, para que não haja riscos da perda de massa magra. E, nos exercícios de musculação, o importante é a contração de vários grupos musculares ao mesmo tempo, o que vai ajudar na definição.

Hipertrofia
Nesse caso, o melhor é a musculação. As cargas leves ou pesadas ficarão a cargo do educador físico, a partir dos objetivos. Ele lembra que o tempo de execução e de recuperação do exercício são muito importantes para garantir que os músculos cresçam como o esperado.

FONTE: ZERO HORA

sexta-feira, 25 de março de 2011

Emagreça com equilíbrio

Dieta sempre foi sinônimo de fechar a boca e de abrir mão das guloseimas, principalmente, massas e doces. Apesar de ainda seguido pela maioria das pessoas, esse modelo de regime não é o mais indicado.
Segundo especialistas, o sucesso para colocar mesmo em prática o verbo emagrecer não está apenas no que se consome, mas na quantidade do que é ingerido. Além, claro, do ingrediente paciência.

A busca pelo corpo perfeito em um curto espaço de tempo é o que leva boa parte dos brasileiros a adotar dietas radicais, muitas vezes da moda. Apesar de levarem à perda rápida de peso, esses regimes não surtem efeito em longo prazo e a pessoa volta facilmente a engordar. "O problema dessas dietas é que elas restringem a ingestão de grupos de alimentos, como proteínas, carboidratos e gorduras", afirma dr. Simão Lottenberg, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

A restrição total de carboidrato na alimentação, por exemplo, deve ser completamente evitada. O nutriente é o que dá energia para as atividades do organismo. Ele é o responsável por aquela sensação de saciedade. Já as dietas que restringem gorduras causam aumento excessivo no consumo de carboidratos. Quando o nutriente retirado da alimentação é a proteína, ocorre deficiência na fabricação dos tecidos do organismo. As proteínas têm a função de reparar os tecidos danificados.

Reeducação alimentar

Mas, em um país no qual cerca de 40% da população está com sobrepeso, o que fazer para evitar a adoção das chamadas dietas milagrosas? "Apesar de repetitivo, o velho discurso de reeducação alimentar ainda é a melhor forma – e a mais saudável – de perder peso", garante o dr. Simão.

Como o próprio nome diz, reeducação alimentar é um processo de aprendizagem no qual a pessoa, além de conhecer melhor os alimentos, passa a selecioná-los de forma saudável. O próprio hábito de comer também passa por mudanças, uma vez que é preciso controlar horários e, principalmente, a ansiedade em não atacar a geladeira. Conheça algumas regras da reeducação alimentar:

  • Corrija, aos poucos, sua atitude em relação aos alimentos;
  • Tenha paciência, pois não é saudável emagrecer do dia para a noite;
  • Não exclua, de repente, um alimento: aprenda quando e quanto pode consumi-lo;
  • Determine horário para as refeições;
  • Substitua doces gordurosos por frutas frescas;
  • Controle a ansiedade fazendo atividade que desvie sua atenção da comida;
  • Beba bastante água;
  • Faça pratos coloridos, com verduras e legumes.

Para Simão Lottenberg, o grande problema do brasileiro é adotar os hábitos alimentares dos americanos. "Seria bem melhor se ele continuasse a comer o velho arroz com feijão", diz. Vale lembrar que até mesmo a reeducação alimentar deve levar em conta a predisposição da pessoa em engordar, a idade e seu metabolismo. "A reeducação alimentar permite recaídas, ela não é uma linha reta e sim uma espiral. É necessário, apenas, que a pessoa tenha consciência e força de vontade em sempre retomar os hábitos saudáveis", acrescenta.

A nutricionista Odete Sanches, alerta para que, antes de iniciar uma dieta, seja levada em consideração a composição corporal (o que é gordura e o que é músculo) e as atividades praticadas diariamente, antes de definir o cardápio. "E para prevenir o efeito sanfona e garantir a ingestão de todos os nutrientes necessários, recomendo seguir a conhecida pirâmide alimentar adaptada às necessidades individuais. Também é importante verificar a composição dos alimentos prontos, nas embalagens, e evitar excesso de gordura saturada e trans", ensina Odete.

Abuso de comprimidos

A dificuldade em adotar hábitos saudáveis de vida - como alimentação equilibrada e prática de atividades física - faz com que muitos brasileiros procurem, nos comprimidos, a solução para seu excesso de peso. Tanto é que o Brasil é o campeão mundial no consumo de derivados de anfetaminas – substâncias anorexígenas que podem causar dependência química, irritabilidade, hipertensão, depressão e crises de ansiedade. "Isso acontece quando o medicamento não é indicado corretamente. Ele tem sua função e sua importância, desde que usado na dose, no tempo e no paciente certos", explica o médico.

A lista dos grandes consumidores do medicamento está em um relatório das Nações Unidas divulgado março de 2006. No Brasil, o consumo atinge 9,1 doses diárias a cada mil habitantes e os principais usuários são mulheres (90%). As anfetaminas são remédios sintéticos, usados desde o início do século passado como estimulantes. Sua fama de emagrecedor decorre do fato de serem potentes e rápidas na perda de peso. Por conta de seus efeitos colaterais, o medicamento só deve ser indicado em casos bastante específicos, como para pessoas que sofrem de obesidade grave. "Mesmo assim há um limite para o uso, pois após certo período, os efeitos colaterais podem ser muito arriscados", ressalta dr. Simão Lottenberg.

Dietas da moda, cuidado!

Dr. Atkins

Esse modelo de regime, que leva o nome do seu criador – Robert Atkins – restringe o consumo de carboidratos, fazendo com que o metabolismo do corpo troque o uso da glicose pela gordura como combustível. Na tentativa de evitar problemas de saúde causados pela falta de vitaminas e minerais, a dieta recomenda o consumo de suplementos vitamínicos. É bastante criticada pelos especialistas.

South Beach

É bastante similar à dieta do Dr. Atkins. Também restringe a ingestão de carboidratos e estimula o consumo de proteínas, o que poderia levar a problemas cardíacos. Nas primeiras semanas, a pessoa não come nem cereais e nem frutas, retomando esse consumo gradualmente. Também é condenada pelos médicos.

Da Lua

Nesse regime, dito milagroso, a pessoa deve ingerir apenas líquidos por 24 horas a cada mudança da fase da lua. Só é permitido o consumo de sucos, chás, água e caldos. Por ser desbalanceada, a dieta pode causar mal-estar e fraqueza, além de não ser eficaz.

Beverly Hills ("das frutas")

Idealizada por Judith Mazel, essa dieta ficou famosa nos anos 80. Leva em conta que enzimas encontradas em algumas frutas, principalmente no abacaxi e no mamão, aceleram a queima de gordura. A base desse regime é o consumo de grande quantidade dessas frutas, o que leva a uma carência de proteínas, cálcio, vitaminas D, E e B12, ferro, zinco e cobre.

Da Sopa

Ficou conhecida após ser divulgada em programas de televisão. Trata-se de uma dieta à base de sopa preparada com vários legumes, que tem no repolho seu principal ingrediente. É carente de vitaminas, sais minerais e proteínas.

Do Tipo Sanguíneo

Criada por um americano, essa dieta baseia-se na teoria de que a alimentação deve ser diferenciada para cada tipo de sangue. Ela leva em conta que o tipo sanguíneo determina funções digestivas que levam alguns alimentos a causar emagrecimento ou aumento de peso. É polêmica e alguns médicos garantem que não há comprovação científica.

Dos Pontos

Nesse tipo de regime, a pessoa controla pontos em vez de calorias. Cada ponto equivale a 3, 6 calorias. A quantidade de pontos que deve ser consumida por dia vai depender de alguns fatores, como altura, sexo, idade e hábitos alimentares. Entre as dietas da moda, é uma das mais aceitas pelos especialistas.

FONTE: http://www.einstein.br

Cálcio para a vida toda

Além de participar da formação e manutenção dos ossos e dos dentes, o cálcio é fundamental para o crescimento, atua na coagulação sanguínea, na contração e relaxamento muscular, na transmissão de impulsos nervosos e ainda tem atuação no ritmo cardíaco. Frente a tantas funções, esse mineral torna-se indispensável na alimentação diária, da infância à terceira idade.
Existem diversos alimentos que suprem a necessidade diária de cálcio. Entre os quais estão os produtos lácteos, que possuem grande quantidade e apresentam mais facilidade de absorção, em razão da lactose e da vitamina D. Um adulto precisaria tomar quatro copos de leite de 200ml – que contém 250mg do mineral – para suprir a necessidade diária de cálcio. “O laticínio é boa fonte de cálcio, porém algumas pessoas não toleram o leite puro, então a alternativa é optar pelos derivados, como queijo e iogurte”, indica Silvia Piovacari, coordenadora da Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Há também outros alimentos com altos teores de cálcio, que podem ser incluídos no cardápio: verduras verde-escuras, gergelim, algas, amêndoas, feijão, leguminosas, marisco, tofu (queijo de soja), ovos e nozes.

Mais do que consumir alimentos que são fonte de cálcio, é preciso ingerir aqueles que aumentam a absorção do mineral no organismo. A vitamina D – obtida principalmente por meio da luz solar – auxilia o processo de aproveitamento e fixação do cálcio por meio da regulação dos níveis do mineral na corrente sanguínea. Outra maneira de fixar o cálcio nos ossos é praticando atividades físicas aeróbicas, como caminhada, corrida etc.

Ladrões de mineral

Assim como existem alimentos que ajudam a fixar o cálcio no organismo, há os que prejudicam a absorção da substância, conhecidos como “ladrões de cálcio”. O vilão nesse caso é o ácido oxálico, que prejudica a capacidade do organismo de absorver o mineral. O ácido está presente na beterraba, no espinafre e na acelga. Portanto, evite combinar numa mesma refeição esses vegetais com fontes de cálcio, pois prejudicam a absorção do mineral.

O consumo excessivo de carnes vermelhas ou brancas – a proteína animal – estimula a eliminação do cálcio pela urina. Dessa forma, quem come menos carne, tem menor necessidade de cálcio. O mesmo ocorre com o sódio: quem consome sal e produtos em conserva em excesso, precisa ficar atento, pois isso pode causar deficiência do mineral no organismo. “Quem tem uma dieta pobre em proteína e sódio pode precisar apenas de 500mg de cálcio para suprir a necessidade diária”, afirma a nutricionista.

A cafeína e o ferro também contribuem para a retirada do cálcio dos ossos. Assim, fique atento às doses diárias de café. Investir numa alimentação equilibrada continua sendo a receita ideal para manter a saúde em dia.

Na dose certa

Se o cálcio não for consumido corretamente ao longo da vida, poderá acarretar diversas deficiências no futuro. Uma das principais, a osteoporose, consiste na perda de massa óssea o que aumenta as chances de fratura. “Devemos lembrar que não é apenas a falta de cálcio que causa essas doenças. A osteoporose, por exemplo, ocorre também por causa de alterações hormonais, hábitos de vida inadequados e fatores genéticos”, alerta a nutricionista.

Se de um lado a falta de cálcio traz complicações, o excesso do mineral no organismo também cria problemas. O mais comum deles é cálculo renal, que algumas vezes está associado ao excesso de cálcio e de ácido oxálico.

Segundo a nutricionista, existe uma quantidade adequada para ingestão de cálcio diariamente, que varia de acordo com a faixa etária.

FONTE: http://www.einstein.br

terça-feira, 22 de março de 2011

Exercícios físicos: pratique com moderação

Overtraining: o excesso de exercícios, cada vez mais frequente entre o público das academias, pode colocar em risco a saúde

A busca pelo corpo perfeito parece não ter fim. Para garantir horas a mais de treino, muita gente até corta o tempo de sono e da alimentação. Quem adota essas medidas acha que está no caminho para um corpo escultural. Não é verdade. Essa é a receita do overtraining – ou excesso de treino – um mal que acarreta danos físicos e psicológicos.

Antes restrito aos atletas de elite, que treinam de forma intensa por fazer do esporte sua profissão, o overtraining é cada vez mais comum entre o público que frequenta academias, especialmente com a chegada do verão. Também os praticantes de corridas de rua, ciclismo, futebol ou qualquer outra atividade realizada com regularidade estão expostos aos riscos que o excesso de treino pode trazer.

“A atividade física é essencial para a vida saudável, mas em excesso torna-se perigosa e pode ocasionar lesões sérias, que impedem a continuidade da prática”, afirma Márcio Marega, fisioterapeuta e responsável pelo Projeto Anti-Sedentarismo do Einstein.

De olho nos sintomas

Todo treinamento requer descanso para que o corpo recupere as energias. Ao pular os dias de pausa, o corpo não consegue se recuperar e, com isso, vem o desgaste. Entre as consequências desse exagero para o organismo estão perda de apetite, de peso e de massa muscular, insônia, cansaço, irritação, queda no rendimento de qualquer atividade, sobretudo dos exercícios, disfunções hormonais, depressão, ansiedade e, mais frequentemente, lesões nos joelhos, tendões e ligamentos.

O sistema imunológico também é afetado, deixando o atleta mais suscetível à infecção por vírus e bactérias. Por isso, outro dos sintomas do overtraining é o resfriado constante, que prejudica ainda mais o rendimento nos treinos.

Segundo Marega, a melhor forma de desconfiar de casos de overtraining é prestar atenção no próprio corpo. “Se você está sentindo dor, há alguma coisa errada. Provavelmente o corpo dói porque seus limites não estão sendo respeitados. Isso não significa ganho com os treinos, mas prejuízo para a saúde”, ressalta.

Ao se reconhecer nessa situação é preciso procurar um médico para verificar se há lesões sérias, que necessitem de fisioterapia, ou se o respeito aos dias de descanso e uma mudança temporária de atividades mais vigorosas para mais leves podem ajudar na recuperação.

Regularidade e bom senso

Seja qual for o objetivo do treino – competir, deixar de ser sedentário, perder peso ou melhorar o condicionamento cardiovascular – é importante levar a sério os dias de descanso. Embora cada tipo de treinamento tenha ritmo e intensidade específicos, todos têm pelo menos um dia estipulado para pausa.

“Para complementar os dias de treino e descanso, alimentação equilibrada e boas noites de sono são essenciais. Só com essas atitudes é possível obter os resultados esperados com a prática”, ressalta o fisioterapeuta.

O acompanhamento de um profissional especializado em treinamento é uma forma de garantir que a atividade física seja feita de maneira segura e saudável. “O treinador elabora exercícios sob medida e acompanha o desempenho do atleta, o que garante segurança e bons resultados para o treino”, explica Marega.

Outro ponto fundamental é realizar uma avaliação médica antes de começar qualquer atividade física, para assegurar que está tudo bem com a saúde.


FONTE: http://www.einstein.br/espaco-saude/boa-foma

terça-feira, 15 de março de 2011

Gravidez não deve ser sinônimo de ganho de peso e sedentarismo

Alimentação balanceada e exercícios leves são ideais para esta fase


A gravidez é uma importante fase da vida de uma mulher. Durante toda a gestação, ela passa por várias mudanças no corpo e uma das maiores delas é o ganho de peso.

Esse receio dos quilinhos extras pode ser evitado se a gestante se cuidar desde o início da gravidez. Especialistas apontam como ideal que as mulheres ganhem de nove a 12 quilos durante toda a gestação. Sendo esse peso muito superior já visto como prejudicial tanto para a mãe como para o bebê, inclusive na hora do parto.

A nutricionista do Portal Educação, Ana Paula Leão Rossi, considera primordial o cuidado com a alimentação das mamães desde o princípio da gravidez:

— É necessário um acompanhamento nutricional individualizado, realizando de cinco a seis refeições ao dia para que a gestante não sinta tanta fome durante uma refeição, evitando os excessos — explica.

Além da importância de alimentar-se de três em três horas, ainda é preciso prestar a atenção no tipo de comida que se ingere, para que a gestação seja ainda mais saudável.

— Para prevenir o enjoo logo no período da manhã, uma dica é comer alimentos secos como polvilho ou biscoitos, antes mesmo de se levantar. Fontes de vitaminas do complexo B, os cereais também ajudam a diminuir o desconforto. O consumo de cálcio e minerais garantem a saúde óssea da mãe. Já os alimentos ricos em ácido fólico, como as folhas verde-escuras, ajudam na formação do tubo neural do bebê — ressalta.

Outra dica recomendada pela grande maioria dos especialistas em saúde são os exercícios físicos. Além de ajudar a manter o peso, melhoram a postura, que pode ser afetada com o novo peso da barriga.

Além disso, é muito importante sempre ter um especialista acompanhando a gestação desde o princípio.

BEM-ESTAR

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Exercícios ampliam a imunidade

Ninguém discute: atividade física traz benefícios para o corpo, além de promover a sociabilização e combater o estresse. Pesquisa realizada por Reury Frank Bacuraru em 2001, do Laboratório de Metabolismo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, constatou mais um benefício dos exercícios: a atividade, quando praticada com moderação, contribui para o fortelecimento do sistema imunológico, enquanto o treino intenso e prolongado pode enfraquecê-lo.

Um estudo ainda mais antigo, de 1993, do Departamento Médico da Tufts University School Medicine, Boston, (USA), reforça essa ideia de proteção.

“Quando a atividade física é praticada com moderação, ou seja, ao menos 3 vezes por semana, com duração de 30 a 40 minutos e acompanhada por um profissional, pode fortalecer e melhorar o sistema imunológico, isso porque o esporte contribui para o aumento do número de glóbulos brancos (leucócitos), responsáveis pela defesa do organismo.

Essa prática é fundamental no caso de doenças crônicas como o diabete mellitus, e ainda diminui o risco de outras, como a gripe”, diz dra. Rebeca Boltes Cecatto, fisiatra do Einstein. Isso ocorre porque durante o esporte, o organismo libera substâncias como a endorfina, o cortisol e a insulina, que fazem bem ao sistema imunológico.

Além disso, após a prática do exercício de intensidade moderada, ocorre um aumento no número de células do sistema imune ativas no sangue, conhecidas como células NK (do inglês, natural killers). Elas são responsáveis por destruir vírus e até tumores presentes no organismo.

Outro fator que colabora para a proteção do organismo é o fato de a atividade física promover a diminuição do estresse. Como nosso corpo funciona de maneira harmoniosa, com inter-relação entre os sistemas nervoso, endócrino e imunológico, a redução do estresse faz com que o organismo se fortaleça e não fique mais suscetível a diversas doenças.

“A diminuição do estresse está ligada à concentração durante a atividade e da liberação de endorfinas. Nesse caso, proteção não é específica do sistema imunológico e sim do corpo de forma geral”, enfatiza dr. Sérgio Wey, infectologista do Einstein.

É importante deixar claro, entretanto, que não existe um tipo de exercício correto para fortalecer o sistema imunológico. “Tanto exercícios aeróbicos, que incluem caminhadas e ciclismo, quanto anaeróbicos, caso da musculação, podem auxiliar. Mas isso só ocorre quando feitos com regularidade e de maneira moderada”, aconselha dra. Rebeca.

Apesar de todos os benefícios extras da atividade física para o sistema imunológico, se praticada em exagero e de maneira inadequada, pode surtir efeito contrário. Além das lesões musculares e articulares, o exercício em excesso traz sobrecarga cardiorespiratória, alterações hormonais, ansiedade e, principalmente, a depressão imunológica, causando a diminuição e a alteração funcional de algumas células do sistema imune, fazendo com que a pessoa fique mais exposta a doenças.

Essa baixa no sistema imunológico ocorre porque a substância responsável por alimentar os glóbulos brancos, chamada de glutamina e produzida pela musculatura, é consumida em excesso quando a atividade é praticada de maneira exagerada. Por isso, a receita de saúde exige moderação também na prática esportiva.

FONTE:http://www.einstein.br/espaco-saude

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Obesidade em homens aumenta em 75% risco de ataque cardíaco, aponta estudo

Aumento de doenças cardiovasculares ocorre independente de outros fatores de risco


Estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Cardivascular da Universidade de Glasgow, na Inglaterra, revelou que a obesidade nos homens aumenta em 75% o risco de ataque cardíaco, independente de terem ou não outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

O estudo, que foi publicado na Revista científica Heart, acompanhou durante 15 anos 6.082 pacientes do sexo masculino que foram diagnosticados com colesterol alto, mas que não tinham histórico de doença cardíaca ou diabetes.

Durante o período do estudo, os pesquisadores observaram 214 mortes causadas por doenças cardíacas e 1.027 pacientes que sofreram ataque cardíaco e/ou acidentes vasculares que não resultaram em morte. Mesmo após a exclusão de variáveis relevantes, como idade e histórico de tabagismo, o risco de morte entre os homens obesos, com o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 39,9, era 75% superior comparado a homens não obesos.

— Muitos pacientes ficam preocupados somente com os fatores de risco, como o diabetes e a hipertensão, porém esse estudo comprova que o grande problema para a saúde do coração é a obesidade. Os fatores de risco também são complicações que merecem atenção médica, mas temos que considerar em primeiro lugar a prevenção e o tratamento da obesidade, que é responsável pelo desenvolvimento das demais doenças — destaca o cirurgião especialista em obesidade Roberto Rizzi.

A obesidade causa a expansão do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo, comprometendo a função cardíaca. O átrio esquerdo é responsável por receber o sangue rico em oxigênio dos pulmões e enviá-lo para o ventrículo esquerdo, que bombeia esse sangue para o corpo.

— Temos vários estudos científicos que comprovam os danos que a obesidade causa para a saúde do coração. O alargamento do átrio esquerdo aumenta o risco de arritmia cardíaca e fibrilação atrial. A alteração no ventrículo esquerdo faz com que o coração utilize mais força para conseguir bombear o sangue, podendo causar insuficiência cardíaca. Ou seja, é mais uma constatação de que o excesso de peso é bastante nocivo para o coração — diz Rizzi.

A obesidade afeta 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, ou seja, 9,8% dos homens do mundo e 13,8% das mulheres. No planeta, 1,46 bilhão de adultos registram sobrepeso.

No Brasil, o problema atinge cerca de metade dos adultos em todas as regiões do país, com destaque para o Sul (56,8% dos homens e 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4% dos homens e 48,5% das mulheres).

— A obesidade também é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo. A obesidade está ligada ao desenvolvimento de 29% dos casos de câncer de útero nas mulheres e 20% dos tumores de esôfago entre os homens — alerta Rizzi.

O levantamento do IBGE revelou ainda que a população de 20 anos ou mais, o sobrepeso no sexo masculino saltou de 18,5% em 1974/1975 para 50,1% em 2008/2009. No sexo feminino, o avanço foi menos intenso, e o número saltou de 28,7% para 48% no mesmo período.

— A mudança de hábito é a grande culpada por esses números alarmantes que não param de crescer. Precisamos dedicar mais recursos para a prevenção da obesidade no país, ou em pouco tempo estaremos igual aos EUA em número de obesos — conclui o médico.

BEM-ESTAR