quinta-feira, 19 de julho de 2012

Problemas provenientes da inatividade física podem causar a morte

Uma a cada dez mortes no mundo é causada por problemas provenientes da inatividade física. O dado alarmante foi revelado em um artigo publicado nesta quarta-feira (18) na revista britânica The Lancet, com base em um estudo coordenado pelo cientista pelotense Pedro Curi Hallal. Os dados apresentados na pesquisa que abrange, 122 países, mostram que a falta de uma rotina de exercícios pode ser tão vilã quanto o tabagismo e ainda mais prejudicial que a obesidade. Uma pessoa magra que não gasta energias regularmente tem mais propensão a ter doenças crônicas não-transmissíveis, como diabetes do tipo 2, problemas cardiovasculares e hipertensão arterial, do que aquelas que estão acima do peso, mas praticam esportes.

O Brasil está em uma posição intermediária entre todos os  países utilizados na considerada maior pesquisa sobre atividade física já publicada no mundo. Porém, tem o segundo pior índice de inatividade da América Latina (49,2%), onde perde somente para a Argentina, com 68,3%. O estudo divulgado nesta quarta também revela que as mulheres em geral (51,6%) praticam menos atividade física do que os homens (47,2%).

A recomendação é que adultos façam no mínimo duas horas e meia de exercícios por semana, porém 33% não têm esta rotina. Já entre crianças e adolescentes até 18 anos, que precisam de pelo menos uma hora de atividades físicas por dia, 80% não cumpre a orientação. Hallal afirma que estes números estão diretamente ligados à política de cada país. No caso do Brasil, o número é alto, porque não se tem ambientes convidativos para a prática esportiva.

O cientista lembra ainda que a falta de segurança pública e de locais adequados para a prática de exercícios afasta as pessoas que trabalham durante todo o dia e não têm condições de pagar uma academia das atividades aeróbicas.

Fonte: Diário Popular

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