quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Veja como os exercícios físicos beneficiam o corpo por dentro e por fora

Abandonar o sedentarismo tem efeitos positivos até mesmo no humor

Que os exercícios físicos fazem bem ao corpo não é novidade. Mas há uma série de vantagens, que vão além da boa forma. Na hora de escolher qual exercício praticar, é necessária uma avaliação médica e, se possível, a orientação de um professor de educação física. Os cuidados devem ser redobrados para pessoas com mais de 40 anos, fumantes, sedentárias, obesas ou apresentam alguma doença crônica. Lembre-se que, para entrar em forma, não é necessário se tornar um atleta de ponta.

A nova diretriz do Colégio Americano do Esporte recomenda a prática de exercícios cinco vezes por semana. Porém, é importante deixar bem claro que, para romper a inércia, ela não tem que iniciar com cinco vezes por semana. Ela tem que progressivamente começar com duas vezes, depois três vezes até chegar a cinco vezes por semana, dentro de um processo progressivo.

O organismo está sempre queimando calorias para manter suas funções vitais básicas, incluindo respiração, circulação e funcionamento dos órgãos. A energia necessária para manter estas funções é denominada "taxa metabólica basal" ou "taxa metabólica de repouso".

Quaisquer outras atividades realizadas exigem um consumo adicional de energia, obtida a partir da metabolização de glicogênio — forma sob a qual os carboidratos são armazenados — e gordura. Quando você realiza atividades aeróbicas, o organismo queima calorias.

Para perder peso, dê preferência a atividades mais prolongadas, com intensidade moderada, como caminhada, natação e ciclismo. As atividades curtas e de maior intensidade, como musculação, tendem a queimar carboidratos em vez de gorduras e, portanto, são menos eficazes para perda de peso, mas excelentes para ganhos de massa magra e prevenção de lesões.

Todo o organismo é beneficiado

:: Eficiência cardíaca

Um coração mais forte é capaz de bombear mais sangue a cada batimento. Portanto, o coração não precisa bater tão rápido durante o repouso ou a atividade física.

:: Perda e manutenção do peso

A associação de uma dieta alimentar balanceada e a prática regular de atividades físicas reduzem o peso e substituem gordura por massa magra (músculos).

:: Saúde mental em dia

A prática regular de atividades físicas promove a liberação de endorfinas, substâncias naturais com ação analgésica. Além disso, as endorfinas combatem o estresse, a depressão e a ansiedade.

:: Fortalecimento do sistema imunológico

Pessoas que praticam exercícios físicos regularmente são menos vulneráveis a doenças virais, como resfriados e gripes. Acredita-se que os exercícios ajudam a ativar o sistema imunológico e prepará-lo para combater infecções.

:: Disposição e bom humor

Os exercícios físicos podem deixá-lo cansado a curto prazo, durante e logo após o treinamento, mas posteriormente aumentam a disposição e reduzem a fadiga, além de melhorarem o humor.

:: Menor risco de doenças

O excesso de peso é um fator que contribui para o desenvolvimento de doenças cardíacas, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes e alguns tipos de câncer. Perdendo peso, você apresenta um menor risco de desenvolver estas doenças. Além disso, atividades aeróbicas de baixo impacto, como caminhada, por exemplo, podem reduzir o risco de osteoporose e suas complicações. Em pacientes com artrite, boas opções que evitam o estresse articular são a natação e a hidroginástica.

:: Você vive mais — e melhor

Em 1986, os resultados do Harvard Alumni Health Study, publicados no New England Journal of Medicine, comprovaram cientificamente que a prática de exercícios físicos está diretamente relacionada com uma maior expectativa de vida. Desde então, novos estudos têm demonstrado resultados semelhantes.

:: Força muscular e alívio das dores

Os exercícios estimulam o aparecimento de pequenos vasos sanguíneos nos músculos. Assim, o organismo consegue fornecer maiores quantidades de oxigênio para o tecido muscular, removendo o que é indesejável no metabolismo, como o ácido láctico, por exemplo. Assim, é possível combater problemas como a dor muscular crônica, a fibromialgia e as dores lombares.

Para quem quer começar...

:: Aqueça os músculos com uma caminhada de cinco a dez minutos. Em seguida, faça alongamentos por mais cinco ou 10 minutos antes de iniciar os exercícios. Não alongue seu corpo com os músculos frios.

:: No começo, vá devagar. Podem ser necessárias algumas semanas para conseguir realizar cerca de 20 a 30 minutos de atividade física contínua. Tenha paciência.

:: A regularidade do exercício é essencial. Não adianta caminhar uma vez por semana. Reserve um tempo diário e torne-o sagrado. Lembre-se que a recompensa será um corpo mais saudável e uma mente mais leve.

Fonte: A importância e os Benefícios dos Exercícios Aeróbicos, Elisabete Fernandes Almeida.

VIDA


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Musculação reduz pressão arterial em hipertensos

Redução da pressão arterial está no mesmo patamar obtido com a medicação

Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força — musculação — conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela pesquisa com a participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP). O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. Segundo Bacurau, na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão, mas o benefício da musculação era pouco conhecido.

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados. Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos.

Apesar de o treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa. Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica). De acordo com o professor, a redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação.

Redução

Conforme Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força.

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios.

— Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida — destaca o pesquisador.

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade.

— Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares — conclui.

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física.

FONTE: AGÊNCIA USP


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quer chegar aos 100 anos? Pratique exercícios físicos

Atividades físicas ajudam a retardar o envelhecimento e combater doenças crônicas, diz geriatra

O homem sempre sonhou com a vida eterna. Desde as civilizações antigas se tem notícias de rituais para a imortalidade. Se ainda não se descobriu a fórmula da eternidade, pelo menos o caminho para a longevidade pode ser traçado. De acordo com a geriatra Janise Lana Leite, especialista em fisiologia do exercício, é possível chegar aos 100 anos — com qualidade de vida — por meio da prática de exercícios físicos.

Segundo a médica, o estilo de vida responde por 80% do processo de envelhecimento. Por isso, adotar hábitos saudáveis e praticar atividade física é a grande receita para se chegar aos 100 anos de idade.

— Sabemos que a vida sedentária contribui para reduzir a imunidade e o metabolismo, a capacidade pulmonar e cardiovascular, a força física, e ainda aumenta o risco de quedas, entre outros problemas enfrentados pela população da terceira idade sedentária — diz a geriatra.

A partir dos 80 anos, torna-se um verdadeiro desafio subir alguns degraus sozinho, vestir-se, amarrar os sapatos, tomar banho, caminhar e usar transporte coletivo. Para Janise, se o indivíduo praticar exercícios, ele pode chegar à idade avançada com independência funcional garantida e ter melhor qualidade de vida. Independência funcional é a capacidade de realizar tarefas diárias sem depender da ajuda de outros, conforme explica a médica.

— A atividade física retarda o envelhecimento e previne ou melhora o controle de uma série de doenças crônicas, incluindo diabetes, hipertensão e colesterol elevado — destaca.

Por outro lado, o idoso que realiza exercícios físicos readquire a independência de movimentos, amplia sua disposição para atividades sociais, melhora seu estado emocional e volta a sentir-se útil. Exercícios aeróbicos como caminhadas, natação ou bicicleta são apropriados. Exercícios de força como a musculação também são indicados, desde que realizados com acompanhamento de profissionais especializados. Da mesma forma, uma série bem preparada para idosos deve contemplar também atividades de flexibilidade. Os exercícios são orientados de acordo com a capacidade física e funcional de cada um. Mas a especialista alerta:

— Se quer mesmo trilhar o caminho dos 100 anos, o melhor dia para começar é hoje!

FONTE: BEM-ESTAR

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dormir de lado garante um sono mais saudável

Noites mal dormidas podem causar dores na coluna e até enxaquecas

Uma noite mal dormida transforma o dia seguinte num pesadelo. Além disso, costuma gerar dores no pescoço e nas costas. Para melhorar essa situação é importante descobrir qual a melhor posição para dormir. Segundo Lucas Leme, especialista em distúrbios do sono do Hospital Federal da Lagoa, da rede do Ministério da Saúde, para aumentar a qualidade do sono e aliviar o desconforto no pescoço e nas costas é importante modificar os hábitos na hora de dormir.

Leme explica que a posição de barriga para cima nunca é recomendável porque dificulta a respiração. Nessa posição, diz ele, costuma haver um sono mais superficial. Também não é recomendável dormir de bruços, porque isso afeta a coluna, que fica prejudicada ao longo dos anos.

— O ideal é as pessoas dormirem de lado, quer dizer, numa posição de decúbito direito ou esquerdo — orienta o especialista.

Um travesseiro de altura média ajuda a manter a coluna alinhada, proporcionando mais conforto na hora de dormir.

— Travesseiros muito altos podem comprometer o alinhamento do pescoço, gerando dores no pescoço, ombros e costas, assim como dores de cabeça e até enxaquecas — explica Leme.

É possível encontrar travesseiros com alturas reguláveis, que podem ser adaptados conforme o gosto e a necessidade de cada um.

Alimentação também interfere

O que se come antes de deitar pode influenciar na qualidade do sono. Vale evitar alimentos refinados, como arroz branco, farinhas brancas e pão branco. Segundo Ana Angélica, consultora do sono, alimentos como alface, maçã, pepino, salsão e ervas como a camomila e a cidreira são indicados porque ajudam a relaxar.

— Infusões de melissa e camomila também melhoram a qualidade do sono porque possuem substancias que diminuem a agitação e melhoram os desconfortos gástricos e instestinais — sugere.

Alimentos fonte de triptofano, como carboidratos, encontrados na banana, podem ajudar a proporcionar noites bem dormidas, pois o triptofano participa da formação da melatonina, hormônio responsável pelo sono.

FONTE: BEM-ESTAR

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fibras auxiliam na manutenção do peso e reduzem risco de doenças cardíacas

Componente é encontrado em vegetais, cereais e alimentos integrais


Pesquisas recentes têm revelado benefícios inéditos das fibras alimentares e dos nutrientes e elementos biologicamente ativos ligados a elas. Redução do colesterol e triglicerídeos, controle da glicemia e auxílio na manutenção do peso estão entre os efeitos das fibras para a saúde, que serão debatidos por especialistas em novembro no Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral.

Em razão de suas propriedades, a fibra é um componente indispensável na alimentação e, segundo a gerente de nutrição do Hospital do Coração de São Paulo (HCor), pode desempenhar papel coadjuvante ou principal como fonte terapêutica.

Para alcançar os benefícios esperados, é necessário incluir na dieta o consumo de frutas, verduras, legumes, leguminosas e cereais integrais, como a aveia.

— É recomendada uma alimentação diária equilibrada e balanceada composta de variados alimentos fontes de fibras solúveis e insolúveis — explica Rosana.

As fibras alimentares determinam efeitos fisiológicos diferentes em cada segmento do sistema digestivo. Na boca, promovem alterações na textura dos alimentos, necessitando maior tempo de mastigação, aumentando assim a sensação de saciedade.

No estômago, determinados tipos de fibras, como as mucilagens e as gomas, retardam o esvaziamento gástrico de líquidos e aceleram o esvaziamento dos sólidos. O intestino delgado é o local onde ocorre maior parte dos processos de digestão e absorção dos alimentos e a principal ação da fibra ali é de fixar substâncias orgânicas e inorgânicas, diminuindo ou retardando a absorção.

No intestino grosso, a fibra acelera o trânsito, diminuindo a absorção de líquidos e levando a um aumento da massa fecal, ajudando no bom funcionamento do intestino como um todo.

Muitos trabalhos relacionam os benefícios de dietas enriquecidas com fibras originárias da aveia, especificamente nas doenças cardiovasculares, onde o FDA (Food and Drugs Administration, agência reguladora dos EUA) declara que a fibra solúvel dos alimentos do tipo flocos de aveia, farelo de aveia e farinha de aveia integral, como parte de uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol, pode reduzir o risco de doenças cardíacas.

FONTE: BEM-ESTAR

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Alimente seus genes: dieta pode limitar propensão genética a doenças

Descoberta de pesquisadores noruegueses derruba os argumentos que sustentam as dietas consideradas "salvadoras"


A dieta é a chave para controlar a nossa suscetibilidade pessoal genética para a doença. Ao escolher o que comemos, optamos se vamos oferecer aos nossos genes as armas que causam doenças. Mas, então, o que devemos comer? Respostas com recomendações para dietas saudáveis não faltam. Porém, qual seria a resposta a essa pergunta se soubéssemos como os nossos genes respondem aos alimentos que ingerimos e como eles afetam o processo celular que nos faz saudáveis (ou não)?

A resposta que cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia encontraram pode surpreender: a melhor dieta do ponto de vista de um gene deve ser composta por um terço de proteínas, um terço de gorduras e um terço de carboidratos. Segundo o recente estudo publicado no site da instituição, esta seria a melhor receita para limitar o risco de doenças relacionadas aos hábitos de vida.

Doenças cardiovasculares, cânceres e diabetes

No estudo, os pesquisadores Ingerid Arbo e Hans-Richar Brattbakk alimentaram pessoas que estavam um pouco acima do peso com dietas diferentes, que demonstraram efeito sobre a expressão gênica — o processo no qual a informação da sequência de um gene do DNA é traduzida em uma substância.

Os cientistas descobriram, por exemplo, que uma dieta com 65% de carboidratos faz com que vários tipos de genes tenham que "fazer horas extras", isto é, trabalhem muito mais.

De acordo com a supervisora do estudo, Berit Johansen, isto afetaria não apenas os genes que causam inflamações, mas também genes associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cânceres, doenças mentais e diabetes tipo 2 — as principais doenças relacionadas ao estilo de vida.

Mude a sua dieta

A descoberta dos pesquisadores noruegueses derruba os argumentos que sustentam as dietas que você ouviu que o salvariam. Segundo a publicação, o que acontece é que existem várias recomendações e uma grande variação quanto à forma como são justificadas cientificamente.

— Ambas as dietas de baixa e alta ingestão de carboidratos estão erradas. Mas a dieta com ingestão reduzida destes nutrientes está mais próxima de uma alimentação correta — explica a pesquisadora.

Segundo ela, a dieta não deve conter mais de um terço de carboidratos (até 40% das calorias) em cada refeição, caso contrário, os genes são estimulados para iniciar atividade que gera inflamação no corpo.

No entanto, a professora adverte que cortar completamente os carboidratos e ingerir mais gorduras e proteínas também é prejudicial. O ideal seria manter um equilíbrio sempre.

A recomendação de Berit é que os três nutrientes sejam ingeridos em cinco ou seis pequenas refeições diárias e não somente na refeição principal.

— Se você quer reduzir a probabilidade de doenças, porém, a mudança na dieta tem de ser permanente — explica.

FONTE: BEM-ESTAR

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Osteoporose também pode afetar crianças e adolescentes

Ministério da Saúde lança campanha alertando sobre a importância da prevenção desde a infância, com ingestão adequada de cálcio e exercícios

Bastante conhecida entre pessoas mais velhas, principalmente mulheres pós-menopausa e homens a partir dos 65 anos, a osteoporose também pode atingir as crianças. Nesta quinta-feira, dia em que é lembrada a data mundial contra a doença, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) alerta que a fragilidade dos ossos na crianças pode estar associada a fraturas de repetição, com história familiar de osteoporose e alterações nas radiografias. Outro fator de risco é a presença de doenças crônicas que levam ao uso de medicamentos que baixam a densidade óssea, como o corticoide, usados normalmente em crises respiratórias ou alérgicas.

De acordo com o coordenador do Centro de Ortopedia da Criança e do Adolescente do Into, Pedro Henrique Mendes, tanto em crianças quanto em adultos, é muito importante que a doença seja diagnosticada precocemente.

— Se identificada no primeiro estágio temos muito a fazer para assegurar uma boa evolução no tratamento — explica.

A baixa ingestão de cálcio, que é uma das principais causas da osteoporose, chega a atingir 25% das crianças, principalmente entre jovens intolerantes à lactose e crianças com alguma doença inflamatória intestinal. Contudo, há ainda casos em que a osteoporose infantil não apresenta um motivo evidente de perda óssea.

Prevenção deve começar na infância

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira um alerta reforçando que a osteoporose deve ser prevenida desde a infância. Uma campanha que estreia no próximo sábado chama atenção para o fato de que a adoção de hábitos saudáveis pelas crianças pode prevenir ou minimizar o aparecimento da doença na vida adulta.

A prevenção nesta fase é importante, pois é neste período que o indivíduo ganha estatura, fortifica seu esqueleto e adquire o máximo de massa óssea possível.

— É preciso aumentar na dieta das crianças o consumo de leite e derivados, que possuem alto índice de cálcio e diminuir o de refrigerantes. Outras fontes potenciais de cálcio são os vegetais de cor verde escuro, os peixes e os alimentos oleaginosos, como castanhas e nozes — orienta a coordenadora da Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Luiza Machado.

Outra recomendação fundamental é a prática de atividade física regular, pois, assim como os músculos, os ossos se tornam mais fortes com os exercícios.

A exposição ao sol, de 15 a 20 minutos diários, em horário correto, também é um hábito importante para a prevenção, já que a luz do sol estimula a produção da vitamina D, que ajuda na fixação do cálcio nos ossos e diminui o risco de osteoporose.

— Temos que motivar à criança a sair de frente do computador e da televisão e brincar ao ar livre — alerta Luiza.

FONTE: BEM-ESTAR